27 Marzo, 2025 Match Point - Parte 2
Tinha a mulher dele debaixo de mim, a gemer como uma doida com o meu pau entalado no cu...
Enfiei-lhe dois dedos e masturbei-a longamente, até Valéria começar a tremer de gozo. Então, passei-lhe os dedos para trás e massajei-lhe a entrada do ânus com o próprio mel, que ajudei a espalhar com a língua bem enfiada no olho do cu.

– Pronto, já temos lubrificante...
Foi dizer isto e enfiar-lhe a cabeça no buraco, que se abriu como a boquinha de um peixe guloso.
– Ai, cabrão!
Gemeu, virando o pescoço para olhar para mim, não sei se para confirmar que era eu, um outro homem, e não o marido, quem a penetrava naquele lugar sensível com evidente depravação.
E na verdade, enquanto observava o meu próprio pénis entrar e sair daquele rabo estranho, com o qual não tinha nenhum tipo de familiaridade, sentia-me um depravado, um animal, e isso impelia-me a fodê-la ainda mais animalescamente, como acho que nunca tinha fodido ninguém!
Conseguia discernir perfeitamente o cheiro que lhe saía do centro das nádegas, um inconfundível cheiro a cu fodido, à medida que uma fina espuma branca emergia do anel elástico que se comprimia em redor do meu caralho.
– Ahhh, cabrão! Fode-me! Fode esse cu!
Valéria arfava como um bicho, com a língua meio de fora, enquanto o meu pau lhe esgarçava a fresta anal.
– És tão grosso! Mais grosso que o Nuno!
Não sei porquê, aquela comparação com o marido encheu-me de vaidade. A Sandra, minha mulher, nunca entrou em grandes pormenores sobre a sua vida sexual quando os dois eram namorados, mas, de alguma forma, deixara no ar a ideia de que o Nuno era um grande garanhão.
Pois bem, agora era eu que tinha a mulher dele debaixo de mim, a gemer como uma doida com o meu pau entalado no cu, e elogiava a minha envergadura.
De repente, já não me sentia tão diminuído, pelo contrário, senti-me o gajo mais potente do mundo!
– Foda-se, és tão apertada! O Nuno não te fode aqui?
– Não gosta,,, A Sandra gosta?
– Nunca quer...
Nessa altura, eu já tinha as pernas cansadas, pois tinha estado a dar-lhe sem parar como um martelo pneumático.
Agarrei nela e levei-a para os bancos do campo e sentei-me, fazendo com que ela se sentasse sobre mim. Segurei-lhe as nádegas e, com uma perna apoiada no chão, ela ajudou-nos a seguir com o ritmo rápido e intenso.
É preciso dizer que nem uma só vez se queixou de alguma dor, o que não deixava de ser estranho para quem dizia que não tinha o hábito de ser enrabada...
Enquanto sentia aquele torno estreito e quente a apertar-me a pila, e observava as suas nádegas redondas a subir e a descer no meu colo, pensava em como a Sandra estava sempre a fugir quando eu lhe tentava ir ao cu.
E, no entanto, mais uma vez, era ela mesma que amiúde confessava como em jovem, ou seja, quando estava com o Nuno, adorava sexo anal.
Deliciado com os efeitos físicos que o corpo de Valéria evidenciava com a minha penetração, perguntei:
– Gostas assim? Gostas no rabo?
– Ai, adoro! Quero sempre... Mas nunca tenho...
– Pois, nem eu.
Nunca tinha pensado em nada disso, mas, nesse momento, toda essa estranheza se manifestou. O Nuno não ia ao cu à mulher e a minha mulher não me dava o cu a mim. Mas... quando estavam juntos... Adoravam?! O que estava errado neste filme?!
Só notei aí que, apesar de há cerca de 20 minutos estarmos a fazer sexo um com o outro, não tínhamos parado um segundo de pensar nos nossos respectivos cônjuges.
– Já reparaste que estamos sempre a falar da Sandra e do Nuno?
– Cala-te, agora não! Estou-me quase a vir... Falamos depois.
Eu também me estava quase a vir e bastou perceber que ela tinha atingido o seu orgasmo para já não conseguir aguentar o meu. Esporrei-me abundantemente sem sair de dentro dela.
Valéria ainda tremia quando lhe desenformei a pila do cu, que ficou de olhinho aberto e cheio de lágrimas da minha esporra.
Não houve grandes conversas a seguir, enfiámo-nos no duche e meia hora depois, estava cada um no seu carro a caminho da cidade.
Cheguei a casa e a minha mulher não estava. Liguei-lhe e não atendeu. Pensei ligar à Valéria, mas sentia-me hesitante em fazê-lo, pois não queria passar a ideia errada.
No entanto, nem cinco minutos passaram, e foi ela que me ligou:
– A Sandra está melhor?
– Não faço ideia, não está em casa.
– Pois, liguei para o trabalho do Nuno e o assistente dele disse-me que tinha saído para almoçar e que ainda não tinha voltado. De manhã, ele tinha-me dito que precisava de ir à sucursal, fora da cidade. Acho que não tiveram tempo de ensaiar o álibi...
– Humm. E quais as tuas ideias sobre o assunto?
– Não quero falar pelo telefone. Podes cá vir?
– A tua casa?
– Sim.
– Agora não consigo, tenho uma coisa de trabalho, mas posso estar aí lá para o meio da tarde.
Pareceu contrariada...
– Está bem. Fico à espera.
Na verdade, eu precisava de comer e dormir uma sesta, pois entre o jogo de ténis e o sexo bombástico, quase inteiramente feito de pé, sentia as pernas a fraquejar.
Adormeci a rever as imagens da manhã, aquele glorioso cu atafulhado com o meu caralho lá dentro, enquanto a racha da cona se abria como se estivesse a rir, como se também quisesse participar na festa.
Por volta das quatro da tarde, já refeito, bati à porta de Valéria, que a abriu com um sorriso enigmático, entre o sádico e o demoníaco ou, no mínimo, estranho. Trazia um copo na mão.
– O que estás a beber?
– Champanhe. Mas tenho Whisky... Queres?
– O que estamos a celebrar?
– O fim duma era, o princípio de outra... Sei lá, não sei. Já não sei do que estou a falar. Queres?
– Que se foda, dá-me um whisky.
Ficámos a beber álcool como quem bebe copos de água, até nos sentirmos mais animados e Valéria decidir abrir o coração. Sem perder o sorriso, com um ar meio alucinado, afirmou que já não era uma suspeita, havia factos, tinha evidências, provas.
Eu não fazia a mínima ideia do que ela estava a falar. Ou talvez tivesse medo de saber...
– Desculpa, mas não sei como o posso dizer doutra maneira: o meu marido anda a comer a tua mulher!
Enquanto ela falava, eu sentia uma bola preta a crescer dentro do meu estômago.
Quando ela rematou a conversa com aquela última frase, os meus tomates caíram no chão!
– Tens a certeza?
Não respondeu, pois achou que já me tinha explicado tudo.
– Percebo que estejas em negação, eu também lutei muito para não acreditar. Mesmo com todas as evidências, recusei aceitar. Mas agora já não tenho dúvidas... Os dois reataram a sua velha paixão e andam a comer-se em cada oportunidade que encontram! Como hoje de manhã, por exemplo.
– Foda-se!
– Exactamente. Passa-me a garrafa, passas? Apetece-me mandar tudo para o caralho! E rir, rir às gargalhadas, rir e viver como uma louca!
Vi que ela estava a entrar em devaneios filosóficos, talvez uma forma de se proteger do trauma, mas a mim, a raiva só me dava para o pragmatismo.
– E agora? O que fazemos?
– Essa é a questão, não é? Sabemos que já não é a primeira vez que eles fazem isto, acabam e voltam. Andam a acabar e voltar quase desde que se conhecem. Mas também sabemos que nunca ficam. Portanto, a acreditar na sua própria dinâmica, será uma questão de tempo. A questão é: tomamos uma atitude mais radical sobre isso, ou estamos dispostos a esperar que eles acabem? E, nesse caso, o que fazemos durante esse tempo?
Ia fazendo perguntas, mas era óbvio que não esperava nenhuma resposta da minha parte. Aquela retórica fazia simplesmente parte da sua catarse.
– Só me ocorre uma coisa...
Engoli em seco.
– Sabes o que é?
Gaguejei:
– Sim... Acho... Acho que sei...
– E o que achas?
– Acho... Acho que sim!
Não foi preciso dizer mais nada. Sem mais delongas, Valéria ajoelhou-se à minha frente, desapertou-me as calças e tirou-me o caralho para fora, metendo-o logo na boca.
Era óbvio que a decisão tinha só a ver com vingança, não com uma qualquer paixão súbita entre nós. Ela acusava a traição do marido e queria pagar-lhe na mesma moeda, apenas isso. E a mim, na falta de melhor alternativa, também me parecia a melhor ideia.
Se eles andavam a fazê-lo nas nossas costas, que tirássemos nós também alguma satisfação dessa filha-da-putice!
E, no momento, não me parecia que houvesse melhor satisfação que o broche de Valéria, esse mesmo que o parvo do marido andava a desaproveitar de maneira inexplicável, pois os broches da mulher dele eram mil vezes melhores que os da minha!
Pensando bem, não percebia agora a atracção que o Nuno sentia pela minha esposa, quando a dele parecia mais sexy em tudo. Melhores mamas, melhor cu, melhor boca, melhores cabelos, mais bonita, melhor jogadora de ténis, mais bem sucedida, de longe mais inteligente e interessante.
Vistas as coisas assim, talvez eu devesse considerar uma troca definitiva, pois acho que ficaria a ganhar em tudo. Além do que em Valéria tudo era novidade, por oposição às rotinas estafadas do sexo conjugal que, cada vez mais raramente, eu fazia com a Sandra.
Só me faltava experimentar uma coisa com ela:
– Agora quero cona...
– Eu também. Quero sentir esse pau grosso dentro de mim! Enfia-mo todo! Isso... Ahhhhhhh!!!!
Mal lho meti, Valéria começou a escorrer mel da cona para as cuecas, que lhe tinham ficado a meio da perna.
– Gostas do meu pau?
– Adoro o teu pau! Já te disse que és mais grosso que o Nuno?
– Já e agradeço muito que o repitas.
– És maior também.
– A sério? Então acho que ficamos os dois a ganhar... Adoro tudo em ti! A tua boca, o teu cu, estes lábios gordos da cona...
– Gostas da minha cona? Então, fode-me, cabrão!
– Sim, sou um cabrão! A minha mulher põe-me os cornos! E tu pões os cornos ao teu marido! És uma puta!
– Sim, meu cabrão, sou uma puta! Arrebenta-me essa cona de puta!
– Fica descansada, parto-te a cona toda! Espera... A manhã foi dura. Deixa-me sentar. Anda, senta-te aqui no colinho. Isso, entala esse pau na racha, enterra-o bem!
– Ooh!
– Sim, é bom, não é? Isso, levanta o cu, monta essa pila! Achas que devíamos tirar umas fotografias para lhes mandarmos?
– Aahhh! A quem?
– Ao teu marido... À minha mulher...
– Eles que se fodam!
– Sim, tens razão. Eles que se fodam.
– Eles que se fodam que nós fazemos o mesmo! Aaaaaahhh!
Passaram quatro meses desde esse dia, e não consigo dizer quantas fodas já dei com a Valéria. Muitas, infindáveis, brutais!
Nunca tive uma conexão sexual assim com outra mulher. E ela diz o mesmo de mim.
Não temos uma ligação amorosa, nunca nos apaixonámos um pelo outro. Mas somos um daqueles pares perfeitos em tudo o que ao sexo diz respeito.
Entretanto, há já dois meses que o Nuno e a Sandra acabaram o seu affair. Eles acabaram, nós não. Nem sequer hesitámos, nunca o considerámos, e nunca, mas nunca sentimos remorsos pela nossa traição. Porque nós não começámos nada, foram eles que nos traíram primeiro.
Portanto, não parámos nem tencionamos parar. O nosso lema do primeiro dia mantém-se vivo e actualizado: eles que se fodam!
Se quiserem. Se não quiserem, problema deles. Nós não queremos saber. Nós só queremos foder!
No preciso momento em que escrevo estas linhas, Valéria está ajoelhada à minha frente debaixo da secretária, com a minha picha na boca. É tão grossa que ela quase não consegue respirar.
– Estás bem, querida?
– Mmmhmmm...
– Vou-me vir...
– Vem-te, cabrão! Enche-me a cara de leite! Esporra-me a boca toda! Quero cheirar a puta quando chegar a casa e beijar o meu marido!
FIM
Armando Sarilhos
Armando Sarilhos
O cérebro é o órgão sexual mais poderoso do ser humano. É nele que tudo começa: os nossos desejos, as nossas fantasias, os nossos devaneios. Por isso me atiro às histórias como me atiro ao sexo: de cabeça.
Na escrita é a mente que viaja, mas a resposta física é real. Assim como no sexo, tudo é animal, mas com ciência. Aqui só com palavras. Mas com a mesma tesão.
Críticas, sugestões para contos ou outras, contactar: armando.sarilhos.xx@gmail.com