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25 Julio, 2024 Memórias dum corno - Parte 3

Passava pouco das quatro da tarde quando ouvi a chave na porta e senti o meu coração acelerar, parecia que ia explodir…

Tinha passado tanto tempo a imaginar, a idealizar, a antecipar aquele momento que, agora que ele estava prestes a acontecer, senti receio de não aguentar a excitação. Mas acalmei assim que a vi entrar no quarto, agarrada a um gajo, aos beijos e amassos, ela já com a mão a agarrar-lhe a “embalagem” por cima das calças e logo a despirem-se um ao outro, antes de caírem estatelados na cama e passarem logo à acção.

Memórias dum corno - Parte 3

Aí esqueci tudo, as razões porque estava ali e as dores de crescimento dos chifres a eclodirem na minha testa.

ASarilhos Memorias dum corno parte3 1

O homem era novo (mais novo que o outro), talvez uns 30 e poucos anos, e não era especialmente dotado. Um caralho normalíssimo que, por comparação, não me deixava ficar mal na fotografia.  Mas claro que estas coisas nunca são pelo tamanho, não é? Não é daí que vem a atracção, nem as inconfessáveis razões para uma traição...

O tipo não perdeu tempo com carinhos, mal a despiu toda caiu de língua e mãos atacando-lhe buracos. Lambeu-lhe a cona, enfiou-lhe dedos no cu, mordeu-lhe as mamas...

A minha mulher arfava e gemia descontroladamente. Tive logo que abrir a braguilha e segurar-me ao pau para não cair…

ASarilhos Memorias dum corno parte3 2

Mas ele não demorou a saber quem mandava. Sem que pudesse fazer alguma coisa, ela virou-o ao contrário e pôs-se em cima dele, tomando o controlo da situação e impondo o ritmo que lhe apetecia. Conheço bem a minha mulher e sei como ela gosta de dominar…

Confesso que nesse momento senti o gelo efervescente da faca do ciúme a enterrar-se-me nas costas... Mas nem isso me impediu de ir esgalhando a piça, enquanto os via a comerem-se como cães no cio. Agora era ela que lhe metia a boca e as mãos, mamando-o enquanto lhe punheteava o cacete, que agarrava como se o quisesse arrancar pela raiz.

Via-se pela cara de estupefacção dele que não fazia ideia com quem se tinha metido… Era pouco mais que um boneco nas suas mãos.

ASarilhos Memorias dum corno parte3 3

Finalmente, meteu-me em cima dele e começou a cavalga-lo como uma amazona ninfomaníaca.

É curioso como algo que conhecemos tão bem se pode transformar numa novidade de feira, apenas por não sermos nós os protagonistas da acção. Naquele momento, sentia-me como aquela vítima duma experiência de quase-morte que abandona o seu corpo e fica a observar-se a si mesmo como um fantasma a pairar no ar…

E percebi que era a primeira vez que via a minha mulher a dar às ancas daquela maneira, de cu aos saltos no caralho grosso que a trespassava... Porque, claro, sendo eu, tradicionalmente, o receptor das suas entregas, estava normalmente privado da observação daqueles ângulos.

ASarilhos Memorias dum corno parte3 4

Mesmo quando a fodia e a via reflectida no espelho, o efeito simplesmente não era igual.

Como estavam os dois de costas, aproveitei para meter a cabeça de fora só um bocadinho, para ver melhor e, sobretudo, para tentar absorver o cheiro a sexo que, como esperava, já se espalhava pelo quarto. Senti que estava num sonho e que a qualquer momento podia começar a esporrar nuvens de éter pelos tapetes…

Apesar de gostar de ser ela a mandar, a minha mulher nunca deixava de ser generosa. Quando se sentiu satisfeita com aquela posição, tirou-se dele e pôs-se de quatro, oferecendo ao macho os seus quartos traseiros para ele usufruir como entendesse.

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E aí foi ele que mostrou ser original… Fê-la levantar da cama e conduziu-a até ao guarda-fato. Fê-la apoiar-se ao espelho, cuspiu para a mão e passou-lha por trás. E pela reacção, ela não contava com o que se seguiu… O cabrão (salvo seja) nem a avisou, agarrou-a pelas nalgas e espetou-lhe o grosso nabo no cu!

A minha mulher ganiu e revirou os olhos e ficou de boca aberta a grasnar, mesmo à minha frente!! Mal sabia ela que eu me encontrava a menos de 20 centímetros dela, separados por uma mínima camada de vidro.

Também eu gemia e arfava e grunhia, mas por dentro, pois tentava a muito custo não verbalizar a tesão que tudo aquilo me dava!

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Eu via-a e na mesma visão encontrava os olhos dele, também de olhos postos no espelho (várias vezes senti que olhava directamente para mim!), a receber os mesmos impulsos cerebrais emanados pela expressão luxuriante da minha mulher enquanto a enrabava…

Ela estava tão desvairada que parecia querer agarrar nas paredes do espelho, mas a superfície lisa não o permitia. Por isso ia arranhando em seco, como uma gata com as unhas cortadas. E isso que ele ainda mal o tinha enfiado…

Quando enfim lhe meteu a piça até ao fundo e começou a acelerar naquele cu, pensei que ela ia desmaiar. Encostou a cabeça à porta do guarda-fato e era como se tivesse perdido todas as forças do corpo e os seus movimentos fossem um mero eco físico da violência aplicada pelo homem que a dominava, que a fodia, que a levava aos extremos do abandono sexual…

Vendo-a assim, de dentro do meu coito, ali tão perto, apetecia-me afagar-lhe os cabelos, beijar-lhe a testa, enfiar-lhe o pau pela garganta abaixo!

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Até que ela levantou a cabeça e pude ver nitidamente a sua cara de gozo imenso, o seu absoluto deleite, toda a sua tesão activada!

O filho da puta podia não ter o maior caralho do mundo, mas sabia ir ao cu a uma gaja…!

Consequência disso, não me consegui segurar mais e esporrei-me todo nas paredes de vidro, de esguicho, apontando na direcção da cona da minha mulher. Num breve lapso de ilusão de óptica, pareceu por momentos que a minha esporra lhe escorria pelas pernas… E assim, dos três, por incrível que pareça, acabei por ser eu o primeiro a vir-me.

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A minha mulher também não demorou muito mais... Ela própria começou a esfregar a cona enquanto ele lhe arrombava o cu, e em menos de um minuto todo o seu corpo parecia um tremor de terra, ou um carro engasgado aos solavancos pela ladeira abaixo… E aí sim, um líquido transparente começou a correr por ela abaixo, neste caso, os próprios sumos da sua descarga seminal.

Acabou por cair de joelhos e foi o gajo que a levou para a cama. Não lho voltou a enfiar, pois ela entrara já naquele transe que eu bem conheço, do orgasmo prolongado, com réplicas sucessivas, do qual chega a demorar horas a sair.

Sem parceira para o acompanhar, não teve ele outro remédio senão bater uma punheta em cima dela, acabando por esporrar-lhe as tetas e a barriga de puta.

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Depois tombou ao lado dela e os dois ficaram semi-adormecidos, sem falar, sem se tocarem mais.

Essa foi a primeira vez que vi, friamente, nitidamente, longamente, com os meus dois olhos que a terra há-de comer, a minha mulher a ser fodida por outro homem.

A pequena demonstração que tinha tido dela com o outro tipo na casa de banho, ao pé desta não passara de um mero teaser. Mas isto sim, era um episódio completo duma saga que se avizinhava longa…

Por essa altura ainda não sabia que novos capítulos se iriam somar à nossa série de eventos insólitos, peculiares, desviantes.

Não conhecia ainda os extremos possíveis de atingir quando se deixa de ser um homem com vontade própria e livre arbítrio, e se passa a ser um mero objecto do prazer de outrem. Um “corno”. Pior, um “corno manso”…

ASarilhos Memorias dum corno parte3 10

Mas mais uma vez, para minha própria surpresa, e a não ser pelo pequeno lapso que referi, não experimentei praticamente nenhuma das sensações clássicas que costumam fragilizar o “encornado”. O delírio, a demência sexual, sobrepunha-se a tudo. Até ao orgulho e dignidade.

Nunca tinha sentido nada assim, essa é a verdade. E assim sendo, claro, só havia um caminho possível: continuar…

Memórias dum corno - Parte 4

Memórias dum corno - Parte 2

Armando Sarilhos

 

Armando Sarilhos

Armando Sarilhos

O cérebro é o órgão sexual mais poderoso do ser humano. É nele que tudo começa: os nossos desejos, as nossas fantasias, os nossos devaneios. Por isso me atiro às histórias como me atiro ao sexo: de cabeça.

Na escrita é a mente que viaja, mas a resposta física é real. Assim como no sexo, tudo é animal, mas com ciência. Aqui só com palavras. Mas com a mesma tesão.

Críticas, sugestões para contos ou outras, contactar: armando.sarilhos.xx@gmail.com

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